? Onde esta a educação...
Este texto é um convite à reflexão da ação da educação, ou da sua ausência, na vida dos sujeitos e do meio. Na vida dos sujeitos porque atuam a todo momento. E no meio, pois uma vez que passivo é , portanto, rceptor das ações dos sujeitos ativos. escrito no momento em que a
educação pública agoniza por soluções, pretende, tão
somente, suscitar reflexões sobre o sentido da educação. Sobre
essa questão que na história dessa sociedade é ao mesmo tempo um produto e
matéria-prima para interesses diversos.
Ainda hoje se percebe com muita nitidez o uso
da “ educação contra a educação”. “A
educação é antes de mais nada, ação, reflexão, práxis, decisão” (Gadotti, 1987
p. 26). Assim, a sala de aula poderia ser um espaço propício para suscitar novos horizontes, novas metas, novos sonhos nos sujeitos ali integrando tal espaço; onde se poderia
ajudar o aluno a ajudar-se como sujeito singular; onde se poderia instigar o
nascimento de uma outra consciência que
revelar-se-ia na coletividade; se percebe ainda tantos elementos externos a influenciarem - não de forma positiva - essas possibilidades latentes.
Os parâmetros Curriculares Nacionais
ratificam a promoção dessa outra consciência a nascer nas escolas, quando
expressa que o conteúdo de língua portuguesa “estão organizados em função do eixo Uso→Reflexão→Uso”
(PCN’S p, 35). Ou seja, os conteúdos deveriam ser praticados e refletidos.
Contrariamente, em muitos desses espaços escolares não se consegue explorar ricos conteúdos de livros
didáticos que são elaborados a custos altíssimos e pagos com o dinheiro do
povo; muitos alunos recebem esses material, mas sequer, os levam para as escolas. Entende-se que as necessárias parcerias para o fazer pedagógico ainda esta a desejar ao se perceber,
no cotidiano da população que depende do ensino da escola pública lacunas como: alunos concluindo o ensino fundamental sem o que seria
elementar do nesse ciclo: domínio da leitura e da escrita - veja-se os índices de analfabetismo funcional ainda existentes nas escolas; outros tantos (jovens) estudando o
nono ano – concluindo o ensino fundamental -
sem base para o ensino médio ou
para profissionalização; notória ausência de participação da família no dia-a-dia escolar de crianças e adolescentes; sobrecarga e desrespeito ao professor.
Questões que hoje configuram entraves a
prejudicar profissionais da educação e o futuro de grande parte da juventude
pode encontrar resposta na trajetória da própria educação e convida todos a
questionar a quem interessa essa situação? Hoje, em tempos de neoliberalismo, que
uso ainda se faz da educação? Será que a dualidade na educação formal é interessante para algum grupo? Quais? É possível perceber que tal situação atinge a toda sociedade ? É possível compreender que responsabilidade social é uma " contribuição a mais" que todos podem dá para o bem de todos?
Necessário é questionar-se. Fundamental é
fazer educação aqui e agora. “A floresta da contemplação pode nos esconder a
árvore da existência pessoal”(Gadotti, 1987).
Edna Santiago
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