terça-feira, 8 de janeiro de 2013

MULHERES E HOMENS ESPECIAIS


              ? Onde esta a educação... 
Este texto é um convite à reflexão da ação da educação, ou da sua ausência,  na vida dos sujeitos e do meio. Na vida dos sujeitos porque atuam  a todo momento. E no meio, pois uma vez que passivo é , portanto, rceptor das ações dos sujeitos ativos. escrito no momento em que a educação pública  agoniza por soluções, pretende, tão somente,  suscitar  reflexões sobre o sentido da educação. Sobre essa questão que na história dessa sociedade é ao mesmo tempo um produto e matéria-prima  para interesses diversos.
Ainda hoje se percebe com muita nitidez o uso da “ educação contra a educação”. “A educação é antes de mais nada, ação, reflexão, práxis, decisão” (Gadotti, 1987 p. 26). Assim, a sala de aula poderia ser um espaço propício  para suscitar novos horizontes, novas metas, novos sonhos nos sujeitos ali  integrando tal espaço;  onde se poderia ajudar o aluno a ajudar-se como sujeito singular; onde se poderia instigar o nascimento de uma outra  consciência que revelar-se-ia  na coletividade; se percebe ainda tantos elementos externos a influenciarem - não de forma positiva - essas possibilidades latentes.
Os parâmetros Curriculares Nacionais ratificam a promoção dessa outra consciência a nascer nas escolas, quando expressa que o conteúdo de língua portuguesa “estão  organizados em função do eixo Uso→Reflexão→Uso” (PCN’S p, 35). Ou seja, os conteúdos deveriam ser praticados e refletidos. Contrariamente, em muitos desses espaços escolares  não se consegue explorar  ricos conteúdos de livros didáticos que são elaborados a custos altíssimos e pagos com o dinheiro do povo;  muitos alunos recebem esses material, mas sequer, os  levam para as escolas.  Entende-se que as necessárias parcerias para o  fazer pedagógico ainda esta a desejar ao se perceber, no cotidiano da população que depende do ensino da escola pública lacunas como: alunos concluindo o ensino fundamental  sem o que seria elementar do nesse ciclo: domínio da leitura e da escrita - veja-se os índices de analfabetismo funcional ainda existentes  nas escolas; outros tantos (jovens) estudando o nono ano – concluindo o ensino fundamental - sem base para o  ensino médio ou para  profissionalização; notória ausência de participação da família no dia-a-dia escolar de crianças e adolescentes; sobrecarga  e desrespeito ao professor.
Questões que hoje configuram entraves a prejudicar profissionais da educação e o futuro de grande parte da juventude pode encontrar resposta na trajetória da própria educação e convida todos a questionar a quem interessa essa situação? Hoje, em tempos de neoliberalismo, que uso ainda se faz da educação? Será    que a dualidade na educação formal é interessante para algum grupo? Quais? É possível perceber que tal situação atinge a toda sociedade ? É possível compreender que  responsabilidade social é uma " contribuição a mais"  que todos podem dá para o bem de todos?
Necessário é questionar-se. Fundamental é fazer educação aqui e agora. “A floresta da contemplação pode nos esconder a árvore da existência pessoal”(Gadotti, 1987).
Edna Santiago